Streaming de conteúdo como complemento no processo de aprendizagem

Igor Pelúcio, CEO da Desenrolado -- maior produtora de conteúdo digital educacional do Brasil --, traz informações, neste artigo, sobre o potencial do streaming na Educação Igor Pelúcio* O consumo de vídeos tem aumentado muito nos últimos anos, tanto para interesses pessoais, como o entretenimento, quanto para o desenvolvimento profissional ou educacional. De acordo com um estudo feito pela Cisco, líder mundial em soluções para redes e comunicações, em 2020, 82% do tráfego da internet serão gerados por vídeos e 80% dos usuários preferem assistir conteúdo audiovisual. Além disso, segundo um levantamento feito pela consultoria Frosy & Sullivan, a busca por materiais educacionais e treinamento deve atingir uma receita de até US$ 40 bilhões no mundo até 2022. Esses dados comprovam o potencial do streaming no sistema educacional. Nos últimos anos, essa tecnologia foi utilizada em situações bem específicas, como preparação para vestibulares e concursos públicos ou educação corporativa. Agora, com esse método cada vez mais democrático e acessível, os sistemas de ensino, editoras e escolas passaram a adotá-lo para diversificar as formas de compartilhar conteúdos com alunos e professores e potencializar o aprendizado deles através de conteúdos direcionados. Por meio dessa solução, os estudantes têm a possibilidade de acessar diversos vídeos em múltiplos formatos para solucionar eventuais dúvidas e aprender algo que ainda não ficou muito claro, mesmo após as aulas presenciais (ou remotas síncronas). Também destaco que o streaming pode ser usado dentro das salas de aula para acrescentar às explicações ministradas pelos professores e professoras. Para que os vídeos sejam cada vez mais assertivos ao interesse e necessidades dos estudantes, é preciso que haja uma estratégia pedagógica com um objetivo bem traçado, já que eles servem como um complemento das aulas e podem ser consumidos antes, durante ou depois do compartilhamento de um conteúdo específico. É necessário elaborar também uma comunicação clara para divulgar a plataforma de streaming aos alunos e professores, mostrando suas funcionalidades e aplicações com o objetivo de melhorar o engajamento dos estudantes e tornar o uso dessa ferramenta algo constante na sua vida escolar. Para conseguir resultados satisfatórios, os sistemas de ensino e editoras devem apostar em estudos adaptativos para criar jornadas mais personalizadas às necessidades de cada aluno. Isso pode ser feito a partir do uso da tecnologia e algoritmos de análises preditivas. Além disso, a própria plataforma de conteúdo streaming facilita a adoção do ensino híbrido, com a possibilidade de unir o online e offline. Outra técnica utilizada é a gamificação, onde os alunos ficam cada vez mais conectados e os registros das atividades online fazem com que eles possam ganhar pontos, evoluir e ter a sensação de vitória ao atingir cada objetivo ou concluir etapas. Por fim, diante desses insights, podemos concluir que no futuro o streaming de conteúdo fará parte da entrega central do processo de aprendizagem e todos os canais de estudo estarão interligados. Por isso, vejo que cada vez mais esse método será capaz de ampliar as possibilidades da educação presencial e trazer novos elementos de estudo, melhorando, de fato, esse setor que é tão importante para o desenvolvimento do país. *CEO da Desenrolado, maior produtora de conteúdo digital educacional do Brasil