Pandemia ficará marcada como catalisadora de mudanças na Educação

Evento D2L Fusion Brasil 2020 é realizado remotamente e simultaneamente com o evento da empresa canadense, até esta quinta-feira, 9 de dezembro Boa parte dos educadores já consideram a pandemia do coronavírus como um catalisador de mudanças na Educação. Esse pensamento foi consenso entre os participantes dos dois painéis do segundo dia do Fusion Brasil 2020. O evento é realizado pela empresa canadense D2L -- desenvolvedora da plataforma Brightspace. As discussões em torno do futuro da educação básica abriram o dia. Os participantes falaram sobre as pressões sociais e a necessidade de revisão das regulamentações do setor, diante de tantas mudanças impostas pelas condições vividas nos últimos oito meses. E concluem que 2020 não pode ser considerado um ano perdido. Fusion 2020 Brasil estreia mostrando 'case' do 'Positivo+' "A educação do século 21 é agora. Afinal, 20% do século já passou, a tecnologia já transformou tantos setores, é justo que se olhe a educação, a partir de agora, por um outro prisma, com o uso da tecnologia possibilitando uma preparação para o futuro, trabalhando mais o lado humano, realizado uma revolução de fato", disse Emilio Munaro, VP de Desenvolvimento no Instituto Ayrton Senna. Também muito atuante nesse período, o VP de Produtos Educacionais da Pearson América Latina, Juliano Costa, concordou com o posicionamento e complementou o pensamento do companheiro de painel, falando sobre a necessidade maior de avaliação socioemocional do que de aprendizado. "Teremos muito trabalho a fazer no comportamental e no social para resgatar a saúde mental dessas crianças. Há muito mais lacunas nesse aspecto do que no aprendizado", disse o educador, frisando que não é mais possível haver educação sem tecnologia. No painel seguinte, "Desenvolvimento Profissional em tempos de pandemia e o novo normal", o Vice-Presidente da Abed, Carlos Longo, e o Consultor Educacional na InterEdTech, Jeferson Pandolfo -- mediados pela também consultora na InterEdTech, Betina von Staa --, também acreditam que não será mais possível dissociar a tecnologia da Educação, principalmente no ensino superior. Longo afirmou que a universidade, mais especificamente a graduação, ainda está muito distanciada da realidade do mercado de trabalho, e que precisa mudar para manter seu valor. E pontuou que o grande desafio de toda a Educação para o futuro próximo está em ressignificar e rediscutir a avaliação. Prêmio Professor Transformador muda limite de data dos projetos Professores consideram imprescindível conectar escolas para 2021 "Os cursos de graduação permanecem com valores muito 'amarrados' ao século 21. É preciso se desafiar e discutir mudanças no uso de tecnologias e de metodologias. Se a universidade não fizer, alguém vai fazer", disse o especialista, numa clara referência aos novos cursos de certificação lançados por gigantes como o Google. Já o professor Pandolfo ponderou que a universidade tende a ficar obsoleta caso não ofereça uma nova experiência de aprendizagem para os alunos. "Instituições tradicionais em todo o mundo estão mudando e se abrindo para o novo associado a uma gestão acadêmica mais assertiva e valorizando seu próprio capital humano. E isso é a revolução educacional." A empresa canadense D2L desenvolve soluções tecnológicas para escolas -- do ensino básico ao superior -- realiza o D2L Fusion anualmente, e esta é a 16ª edição do evento. Pela primeira vez realizado pela regional Brasil, o encontro segue até esta quinta, 9 de dezembro. E o Educador21, parceiro de conteúdo da iniciativa, faz a cobertura dos painéis que estão na agenda brasileira. 9 de dezembro 12h – A Universidade do Futuro 13h – Encerramento: Painel de Novidades da D2L #educação #tecnologia #inovação #ducador21 #D2L #plataformaeducacional