Educadores apontam mudanças na Educação, impulsionadas pela pandemia

O terceiro e último dia da Jornada Bett Online mostrou mudanças, impactos e tendências da pandemia para o futuro da Educação Em três dias de evento, a Jornada Bett Online entregou 15 horas de conteúdo relevante para o momento da Educação, no Brasil e no mundo. Foram mais de 50 palestrantes em 30 atividades discutindo temas de grande importância para o setor em três salas simultâneas. O evento ainda possibilitou a visitação virtual a estandes dos expositores/patrocinadores, como os participantes tiveram acesso a novidades em produtos e serviços, conversas com representantes das empresas, materiais de divulgação, e-books e workshops gratuitos oferecidos nos intervalos das palestras. O Educador21, parceiro de conteúdo da Bett Educar nessa jornada, fez uma cobertura completa de todo o evento. Jornada Bett Online - Dia 1:Ensino híbrido pós-pandemia demanda competências digitais do professor Jornada Be tt Online - Dia 2: Finlândia, Chile, EUA e os 'legados' da pandemia para a Educação Se no primeiro dia a Jornada Bett Online chamou atenção para a necessidade de se transformar o professor em um designer de experiências de aprendizagem, e o segundo dia de discussões trouxe uma boa visão internacional sobre os legados da pandemia e o que se pode esperar para o futuro, o terceiro e último dia do evento ficou reservado a mudanças, impactos e tendências da pandemia para o futuro da Educação. Foram três eixos principais orientando as discussões no terceiro e último dia da Jornada Bett Online: educação pública, socioemocional e ensino superior. E, talvez, a palavra que melhor resume os caminhos que o setor deva tomar no pós-pandemia, de acordo com os assuntos abordados pelos palestrantes nas três salas de transmissão, seja colaboração. O painel que abordou "Acolhimento e vínculo na escola" deixou claro que a pandemia foi um catalisador que acelerou processos em diversos setores, e os desmistificou. Inclusive na Educação. De acordo com André Stábile, da Fundação Demócrito Rocha, e Emílio Munaro, vice-presidente de Desenvolvimento Global e Comunicação, competências socioemocionais importam tanto quanto as cognitivas e desenvolver resiliência emocional passou a ser tão importante quanto saber matemática. "Existe uma discussão de que trabalhar as habilidades socioemocionais vai tirar espaço e competir com o aprendizado das habilidades cognitivas. O que precisamos entender é que a aprendizagem socioemocional está vinculada à cognitiva. Uma auxilia a outra. Não existe espaço separado para uma ou outra. São integradas. O aluno precisa de estabilidade emocional para aprender", afirmou Stábile. Outros dois pontos que precisam ser abordados nas instituições de ensino são a questão do letramento digital, tanto para professores quanto para alunos. Telma Vinha, professora e pesquisadora na Faculdade de Educação da Unicamp, acredita que deve haver a inclusão de uma formação para competências online no currículo das escolas. "E essa formação não pode ser pontual, mas deve estar inserida no currículo. Formar para a cidadania implica, cada vez mais, preparar para a comunicação online. Educar em tempos pós-modernos é extremamente desafiador", disse a educadora no painel "Convivência e conflitos online", que listou algumas dessas habilidades e competências. O assunto também foi mencionado durante o painel "Tecnologias para engajamento e fidelização", onde o cientista digital Mauricio Garcia destacou que um dos desafio das escolas, no momento, é investir no letramento digital dos professores. "As instituições de ensino 'disrupters', tipo a recém-criada área de educação do Google, podem estar chegando para destruir muitos dos modelos educacionais que não se adaptarem à nova realidade de mundo e de mercado." #educação #tecnologia #inovação #educador21 #betteducar #jornadabettonline #jornadabetteuvou