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Universidades brasileiras precisam fazer sua 'revolução educacional'

Para especialistas, pandemia mostrou que é possível realizar uma transformação digital mais profunda e necessária no setor


O terceiro e último dia do Fusion Brasil 2020 -- evento mundial realizado pela empresa canadense D2L, desenvolvedora da plataforma Brightspace -- lançou luz sobre o futuro do ensino superior no país. Rodrigo Capelato, diretor executivo do Semesp (Sindicato das Mantenedoras de Ensino Superior do Estado de São Paulo), orientou o debate.


Para o sindicalista, o momento é crítico, mas também de muitas oportunidades. Capelato, que não considera 2020 como um ano perdido, acredita que a pandemia acabou sendo um choque de realidade para o setor, que precisou avançar muito para iniciar, efetivamente, sua transformação digital. Na sua opinião, o que ele chamou de "revolução educacional" -- e que ainda não foi alcançado, apesar dos avanços -- passa pelos seguintes quesitos:

  • mudança de mindset

  • novas metodologias de ensino-aprendizagem

  • flexibilização de currículos

  • desenvolvimento de competências para o século 21

  • uso de tecnologia

Participando do painel, Karen Sasaki, Gerente Acadêmica de EAD da Universidade Tiradentes, ressaltou que os avanços foram possíveis também pela "carta branca" que o setor recebeu para poder inovar, errar e acertar e garantir a continuidade do processo de ensino e aprendizagem durante a pandemia.


Já na avaliação de Rebecca Seoane, Superintendente de Especialização na Fundação Getúlio Vargas (FGV), um dos legados dos últimos oito meses será um novo perfil de professor e uma nova "régua de qualidade" dos alunos. E Juliana Scarpa, CEO da edtech Falconi, acredita que ao futuro se reserva cada vez mais a valorização do diploma universitário associado ao life long learning.


O Educador21, parceiro de conteúdo do Fusion Brasil 2020, acompanhou de perto todos os painéis e trouxe ainda mais informação qualificada para seus leitores.

John Baker, presidente e CEO da companhia, abriu a versão brasileira do encontro com um vídeo de boas-vindas. O empresário relatou ter visto diversas boas ações na educação em todo o mundo no enfrentamento da pandemia. "A inovação, assim como a educação, nunca para. Sempre há mais a fazer e maneiras de melhorar."

Nos três dias de evento, as discussões giraram em torno do futuro da educação. Foram abordadas questões como as pressões sociais e a necessidade de revisão das regulamentações do setor diante de tantas mudanças impostas pelas condições vividas nos últimos oito meses.


Do ensino básico ao superior, para os especialistas, a conclusão foi que 2020 não pode ser considerado um ano perdido. Mas se houve tão drásticas mudanças nas escolas de todo o país, a universidade, por outro lado, ainda enfrenta desafios para se aproximar da realidade do mercado de trabalho -- especialmente a graduação.


De acordo com os organizadores do Fusion 2020, o evento completo estará disponível no Canal do YouTube da D2L a partir da próxima semana.


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