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Transformação digital na educação pós-pandemia será urgente

Startup InfoGo traz soluções para ajudar escolas na retomada às aulas presenciais a partir da digitalização de rotinas pelo celular


Um dos setores mais afetados pela pandemia da Covid-19 é o da educação, onde a cultura digital ainda não é tão presente. A demanda por aplicativos de educação no Brasil cresceu cerca de 130% somente em março, primeiro mês da pandemia. O fato de o digital ser ainda ausente na educação do país faz com que o número de edtechs cresça.


Pesquisa publicada pelo Centro de Inovação para a Educação Brasileira (Cieb) e pela Associação Brasileira de Startups (ABStartups) atesta um aumento de 23% no número de edtechs no Brasil nos últimos dois anos. O objetivo comum é explorar e criar ferramentas tecnológicas voltadas para um mundo irreversivelmente digital.


Entre as 795 startups do setor educacional mapeadas pelo StartupBase, 449 estão ativas atualmente. O mercado mais procurado é o de educação básica, onde sete em cada dez edtechs dedicam-se a soluções para esse segmento. Desse universo, somente 31 são dedicadas à gestão educacional.

Mesmo assim, ainda são poucas as instituições que contam com sistemas de gestão escolar para gerenciar processos internos. E, as que têm, fazem uso para armazenar dados e gerar relatórios. Menos de 1% das escolas que integram as necessidades administrativas às demandas de professores e alunos em sala de aula conseguem transformar esses dados em inovação.


“As escolas precisam lidar com diversos fatores que já eram problemáticos antes da pandemia e, agora, a transformação digital é uma realidade. Passar por esse processo em um momento de total redução de custos é um desafio, mas, felizmente, há soluções que suprem essa demanda urgente e podem ser adotadas com segurança e agilidade”, explicou Marcus Taccola, CEO da startup InfoGo e especialista em análise de dados e desenvolvimento de aplicativos.


O executivo refere-se a soluções que têm o objetivo de digitalizar rotinas, consolidar dados e automatizar processos que agilizem os procedimentos internos de uma instituição educacional em seus mais diversos setores.

Aplicativo criado recentemente pela startup InfoGo, com Inteligência Artificial avançada é uma dessas ferramentas. Capaz de gerenciar rotinas diárias até então feitas em planilhas excel ou manualmente, e consolidar os dados por meio de dashboards prontos, sem nenhum trabalho, o aplicativo atende tanto administração interna quanto professores e demais colaboradores.


É possível criar rotinas para a gestão financeira, incluindo controle de mensalidades, contas a pagar e a receber e organização do fluxo de caixa, além de cadastrar os alunos com informações de ingresso à escola, identificação dos responsáveis e informações de saúde. Na área de RH, a função currículo também está entre as rotinas disponíveis e ajuda na seleção dos colaboradores com o perfil mais adequado a cada necessidade, o que inclui não só os professores, mas também profissionais de limpeza, segurança, fornecedores e outros.


Já os professores podem registrar todas as atividades realizadas por tipo (oral, escrita), por tarefa (atividade não presencial, prova, atividade em sala, TCC, etc.) e usar o aplicativo como diário de classe, com campos para anotações sobre o desempenho de cada aluno, lançamento de notas e apontamentos, como os que precisam de reforço ou reposição de conteúdo, por exemplo.


Essas medidas são possíveis de implementar em apenas um dia e suprem as necessidades emergenciais de ordem administrativa, financeira e pedagógica. Com isso, o gestor terá acesso a informações consolidadas, em tempo real, para tomar decisões e adotar as medidas necessárias de forma mais assertiva. Logicamente, o gestor cria alçadas para que somente os responsáveis de cada área tenham acesso a determinadas informações.


“Esse aplicativo é de grande utilidade nesse momento de reorganização dos estabelecimentos de ensino e, além de usar somente o celular como recurso, requer um baixo investimento por parte das escolas. Nesse momento, a ordem é cometer menos erros, ter mais agilidade e alcançar bons resultados”, disse Taccola.

Pesquisa realizada pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br) do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br) revelou que 58% dos internautas brasileiros se conectam exclusivamente pelo telefone celular. Sendo que 85% dos usuários das classes D e E usam apenas o aparelho.


Segundo Taccola, as escolas terão de se adequar à realidade digital para suprir uma demanda urgente, que é o acompanhamento pedagógico de cada aluno para alinhar o planejamento das aulas presenciais ao conteúdo passado pelos professores durante o isolamento social.


“É necessário utilizar os recursos disponíveis pela maioria, que é o aparelho celular”, alertou o empresário.


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