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Professores consideram imprescindível conectar escolas para 2021

Pesquisa da Datafolha encomendada pela Fundação Lemann mostra que 73% dos educadores dizem que, após a pandemia, utilizarão mais tecnologia no ensino do que usavam antes


O acesso à internet foi uma das grandes barreiras para a manutenção do processo de ensino-aprendizagem em 2020, em virtude da pandemia do novo coronavírus. Mas com a tendência de um modelo de ensino híbrido na Educação, uma escola conectada será a chave para que os alunos consigam recuperar a aprendizagem.


Pesquisa Datafolha encomendada pela Fundação Lemann mostrou que, após esses desafios, os professores estão mais preparados e pretendem usar mais as ferramentas tecnológicas. Foram entrevistados 1.005 professores da rede pública entre setembro e outubro de 2020, em todo o país.

Segundo os dados obtidos, 73% dos educadores dizem que, após a pandemia, vão utilizar mais tecnologia no ensino do que usavam antes. No entanto, menos da metade (45%) dos profissionais consideram a conexão adequada atualmente e quase 30% não têm qualquer internet na unidade escolar.

"Com o isolamento social e o fechamento de escolas, o ensino remoto foi implementado em caráter emergencial. Em 2021 vamos migrar para um modelo híbrido e temos ainda tempo de nos preparar", disse Cristieni Castilhos, gerente da Força Tarefa Educação/Covid-19 da Fundação Lemann.

Das 27 unidades federativas do país, apenas 12 já autorizaram a reabertura:

  1. Amazonas

  2. São Paulo

  3. Ceará

  4. Pernambuco

  5. Piauí

  6. Sergipe

  7. Espírito Santo

  8. Rio de Janeiro

  9. Paraná

  10. Rio Grande do Sul

  11. Santa Catarina

  12. Tocantins

O retorno às escolas estaduais está se dando de maneira gradual e, mesmo quando todos os alunos voltarem, será preciso ensinar dois anos em um. A tecnologia entra, nesse caso, como importante apoio para as aulas de reforço, como algumas Secretarias de Educação já estão se planejando.

Ainda segundo a pesquisa, para 81% dos professores, a tecnologia é uma grande aliada na promoção de um ensino mais ativo. Para 55% dos professores é imprescindível ter escolas conectadas em 2021.


Outros dados sobre tecnologia e conectividade da pesquisa Datafolha com professores encomendada pela Fundação Lemann:

  • Apenas 3% dos professores não se sentem preparados para dar aulas com tecnologia

  • 7% dos professores acham importante oferecer equipamentos e acesso à internet de alta velocidade para alunos e

  • professores que não disponham, caso as escolas não reabram até o fim do ano

  • 55% dos professores acham que a internet da sua escola não é adequada para continuar usando tecnologia no retorno às aulas; 29% não têm acesso à internet na escola e só 16% acham que a velocidade é adequada

  • Após a pandemia, 64% dos professores consideram imprescindível a todas as escolas terem acesso à internet de alta velocidade

  • 59% acham imprescindível todos os professores terem acesso e 47% acham imprescindível todos os alunos terem acesso

  • 76% dos professores dizem que farão mais formações de forma remota após a pandemia do que o quanto faziam antes da pandemia

Mesmo diante dos recentes cortes e a não execução no orçamento da educação no executivo federal, há alguns projetos de lei, tanto na Câmara quanto no Senado, que estão em tramitação.


"Precisamos de ações concretas ainda em 2021, pois a tecnologia veio para ficar na educação. No ano que vem, uma escola conectada vai ser chave para garantir o modelo híbrido que seguiremos tendo", ponderou Castilhos.


Senadores e deputados terão a oportunidade de apreciar projetos de lei até o fim do ano e deixar um legado para a Educação. O PL 172/202, por exemplo, permite o uso de recursos do Fundo de Universalização de Telecomunicações (Fust) para a ampliação da banda larga em escolas públicas, especialmente na zona rural, com velocidade adequada, até 2024.


"Fomos pegos de surpresa em 2020, mas não podemos terminar o ano sem uma ação significativa que resolva a conexão da educação. Nossos senadores e deputados têm nas mãos a oportunidade de conectar milhões de estudantes, especialmente aqueles que mais precisam", reiterou Cristieni Castilhos.


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