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O que é professor 3.0?

Ocupar seu papel de facilitador para o aluno ser o protagonista do processo de ensino-aprendizagem e saber lidar com ferramentas tecnológicas é o perfil do novo professor


A internet e as redes sociais mudaram (e estão mudando) a maneira pela qual interagimos com o mundo, criando uma nova realidade. São profissões que desaparecem, outras que são criadas e, claro, mudanças são obrigatórias nas que se mantêm. Dentro dessa nova realidade, o professor também precisa se atualizar, para absorver e poder utilizar os benefícios da tecnologia.


"Para isso, o educador deve usar as mais diversas inovações tecnológicas e estar conectado com os seus alunos. Nas redes sociais e também pelas plataformas de ensino a distância. O professor 3.0 é o professor que saberá integrar com eficácia a tecnologia da informação, as redes sociais e o ensino tradicional", explicou Leila Adriano Ostoyke, idealizadora da Escola de Professores do Futuro.


Hoje, o professor não pode se contentar em ser apenas um disseminador de conhecimento. Ele precisa aprender como ajudar os alunos a filtrar a enorme quantidade de informações que recebem todos os dias, até mesmo antes de entrarem em sala de aula.


Essa “reinvenção” não chega sem uma série de desafios. O profissional de educação acaba tendo que passar por uma espécie de aprendizado, onde é imperativo entender como funcionam cada uma das ferramentas disponíveis.


Segundo Leila, o maior desafio do professor da era digital é formar cidadãos capazes de desenvolver habilidades essenciais para o século 21, como:


• resolução de problemas e tomada de decisões

• criatividade e pensamento crítico

• colaboração, comunicação e negociação

• curiosidade intelectual e a habilidade de encontrar, selecionar, estruturar e avaliar a informação

Esse professor 3.0 acaba sendo um mediador e, ao mesmo tempo, um facilitador para que o conhecimento chegue da melhor maneira aos alunos.


"A democratização do conhecimento distribuído em rede faz com que as informações possam ser encontradas, utilizadas, desenvolvidas e compartilhadas também em rede. Esta é a realidade da nossa era. O professor não tem mais o papel de 'informante'. A escola não é mais a única fonte de informação e de conhecimento", complementa Leila.


Uma das mais importantes funções desse “novo” professor é conseguir integrar todas as informações e todas as novas tecnologias, ensinando aos alunos como filtrar o que realmente é relevante do que é lixo e fake news.


"De nada adianta usar as mais modernas tecnologias na sala de aula se não formarmos cidadãos críticos e capazes de viver e conviver na rede. O uso das tecnologias só transforma se instigar a curiosidade e a produção intelectual", sentenciou Leila Adriano Ostoyke.


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