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O que é inteligência artificial?

Muito mais do que "coisa de cinema" a inteligência artificial (IA) é, atualmente, uma das ferramentas mais importantes na personalização do ensino e também para a gestão escolar


Inteligência Artificial é muito mais do que um menino-robô programado para aprender como agir e reproduzir emoções humanas, como mostrou Steven Spielberg no filme "A.I.", lançado há quase 20 anos. Nos dias de hoje, a inteligência artificial (IA) já é uma das ferramentas mais importantes na personalização do ensino.


Para Thiago Mores, arquiteto de soluções de indústria na IBM com ênfase no setor de educação, a IA pode ajudar a mediar a aprendizagem de acordo com as necessidades específicas de cada aluno. O que torna o processo de ensino-aprendizagem mais eficiente e atraente.


"A adoção dessas tecnologias não deve ser considerada simplesmente uma alternativa para promover uma versão digital do atual processo de ensino-aprendizado", disse o especialista.


O termo Inteligência Artificial refere-se a um campo de estudo da computação que atua no desenvolvimento de métodos e dispositivos semelhantes a qualidades cognitivas humanas.


"Esses dispositivos podem, por exemplo, ver, ouvir, falar, interpretar, resolver situações novas com rapidez e êxito, adaptando-se a elas por meio de dados, informações e conhecimentos adquiridos a partir de seu ambiente de atuação", explicou o executivo da IBM.

Apesar de muito atraentes e, aparentemente, impossíveis de evitar, o uso de novas tecnologias em sala de aula vem acompanhado de uma série de desafios e obstáculos.


Thiago Moraes, que também é doutor em Engenharia de Sistemas e Computação pelo Instituto Alberto Luiz Coimbra (Coppe/UFRJ), detectou alguns desses obstáculos para a inclusão da inteligência artificial no ambiente escolar.


A principal delas é exatamente a falta de familiaridade com essas tecnologias e a velocidade com as quais elas se atualizam. Algumas décadas atrás, era quase lei que uma tecnologia evoluiria a cada seis meses. Atualmente, esse prazo parece uma eternidade.


Por conta disso, segundo o especialista, pais, professores e gestores sentem dificuldade em adotar uma abordagem educacional que não foi vivenciada por eles. Para deixar a utilização da Inteligência Artificial ainda mais complexa, a formação dos professores ainda é deficiente nessa área, conforme Moraes alertou.


"A formação dos professores atuais não contemplou o uso de tecnologia dentro ou fora da sala de aula. Também é preciso que haja um período para os estudantes e professores se acostumarem com a mudança de atitudes e comportamentos não pode ser ignorado."

Nomes de referência no que tange aos impactos da IA no processo de ensino-aprendizagem, os pesquisadores Seiji Isotani, da Universidade de São Paulo (USP), e Ig Ibert Bittencourt Santana Pinto, da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), produziram a a “Nota Técnica #16” – Inteligência Artificial na Educação para o Centro de Inovação para a Educação Brasileira (Cieb).


Lançado em novembro de 2019, o material, disponível para consulta gratuita, ajuda a entender e aplicar a IA na educação. Normalmente, a IA está relacionada ao machine learning (aprendizagem de máquina). Mas ela vai muito além disso. Para esclarecer esses pontos, a Nota Técnica publicada traça um paralelo entre a Inteligência Artificial e a Inteligência Artificial na Educação.


“Primeiro, apresentamos os conceitos da área de IA, como eles surgem e o que significa um sistema ser inteligente. Depois, tentamos explicar como isso se relaciona com a educação e como os gestores e os empreendedores podem se beneficiar desse tipo de tecnologia”, explicou Ig Ibert.


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