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O que é futurismo?

Muito longe de ser qualquer prática de adivinhação, o Futurismo pode ajudar a reinventar a Educação do pós-pandemia


A bola de cristal que ilustra esta matéria é uma ironia fina. Mas faz um sentido lúdico quando se pensa em futurismo -- que nada tem a ver com adivinhações ou, tampouco, esoterismo. O Foresight, ou Futurismo, como é mais conhecido no Brasil, é uma ciência interdisciplinar que surgiu na Europa e nos Estados Unidos do pós-guerra. Tenta entender, apoiada em práticas e metodologias, como o mundo poderia se recuperar da devastação.


Hoje em dia, podemos definir o futurismo como uma disciplina que estuda o movimento das mudanças para ajudar na preparação para o futuro -- ou, mais precisamente, como o estudo sobre as diversas possibilidades de futuro. Uma ciência que pode colaborar muito com o esboço do que possa ser a educação do pós-pandemia.


O setor, que já estava em cheque e vinha passando por um momento (ainda um tanto quanto lento) de transformação digital, se viu catapultado a novo segmento em disrupção. Tudo isso da noite para o dia, em virtude do isolamento social e a suspensão das aulas presenciais nas escolas por causa da pandemia do novo coronavírus.


Bom lembrar que na década de 1980, com o fim da Guerra Fria, já se alertava para essa mudanças que aconteceriam de forma cada vez mais veloz em todos os setores da sociedade moderna. A United States Army War College (instituição de ensino do exército americano) usou uma sigla para explicar o mundo que estava em constante transformação: VUCA, um acrônimo em inglês para as palavras volátil, incerto, complexo e ambíguo.


Desde então, o conceito se fortaleceu e passou a ser usado por teóricos de várias áreas do conhecimento, inclusive na educação. Mas, afinal, como a escola prepara o aluno para viver em um mundo cada vez mais VUCA no pós-pandemia? É aí que entra o futurismo.

Inteligência Artificial, algoritmos, nanotecnologia, genética, robótica, learning machines são os novos assuntos do universo profissional. Na próxima década, o mercado passará a absorver empreendedores capazes de lidar com as tecnologias físicas, digitais e biológicas.


As escolas do futuro são inteligentes, digitais, lúdicas e gamificadas. Entendem o mundo do aluno, sua forma de aprendizagem e a personalizam distribuindo responsabilidades desde cedo. São escolas que incentivam o estudante a pensar e a assumir as nuances do seu aprendizado.


"A chave virou. A educação reversa diz que o aluno tem muito mais a ensinar do que o professor, que deveria apenas extrair e ajudar o aluno a revelar seu potencial de aprendizado", disse Jaqueline Weigel, especialista em Foresight e CEO da W Futurismo, primeiro hub de estudos de futuros do Brasil.


Em um dos mais recentes textos publicados no site da W Futurismo, Jaqueline discute os possíveis futuros da universidades ante a inevitabilidade da chamada educação disruptiva.


Para a especialista, o maior desafio da próxima década está em promover a disrupção na educação, operando mudanças radicais nas formas de aprender e ensinar. A chave, tanto para ela quanto para Daniel Castanho, CEO e sócio-fundador da Ânima Educação -- um dos maiores grupos educacionais privados do país --, a quem Jaqueline Weigel se refere no texto, é a inovação.


Afinal de contas, estudar o futuro é tão importante quanto aprender sobre o passado.


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