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Unicamp tem sua primeira rede de investimento-anjo: a UniAngels

Criada com o propósito de facilitar a conexão entre investidores e startups, a rede foi lançada durante do webinar de investimentos do grupo Unicamp Ventures


Thais Oliveira*


A vontade de retribuir a educação adquirida na Unicamp e uma oportunidade de criar uma rede de investimento inexistente na Universidade foi o que motivou os ex-alunos Christian de Paula, Daniel Andrade e Elisa Pereira a fundarem a UniAngels, uma rede de investidores anjo alumni.


No início do ano, em uma conversa informal o trio notou que quando se falava sobre a Unicamp e investimentos de empresas, havia uma lacuna a ser preenchida no incentivo do investimento anjo, principalmente de investidores que são ex-alunos, para startups filhas, daí veio a motivação para a fundação da rede.

“Nossa ideia é ser um ator de conexão, conectar startups a investidores. Não queremos criar algo novo e sim agregar o poder da rede alumni, principalmente de pessoas que têm potencial para serem investidores anjo e de startups que têm potencial para receberem investimento”, explicou Andrade, ex-aluno de Engenharia Elétrica e empreendedor na startup Avicena.


O lançamento da rede ocorreu durante o webinar “Captação de Investimento: Experiências e o olhar do investidor”, do Unicamp Ventures, que contou com diversos atores do ecossistema como a Anjos do Brasil e a FEA Angels.

O trio à frente do UniAngels (Foto: Reprodução/Inova Unicamp)

Elisa, que é ex-aluna de Engenharia Mecânica e atua em um fundo de Venture Capital, comentou que a UniAngels faz parte de um movimento crescente de grupo de investimento anjo em universidade públicas e que o fato de a conexão ser realizada por uma rede relacionada à Unicamp proporciona confiança e credibilidade aos pares.


Apesar de o grupo incentivar a participação de ex-alunos da universidade, também é aberto para qualquer pessoa ou empresa interessada em realizar negócios, que podem se inscrever pelo site do UniAngels na aba “faça parte”.

A rede atua em três frentes: prospecção de startups, captação de investidores e prospecção de mentores. Em relação às startups, o grupo recebe inscrições via site e faz divulgações também pelo LinkedIn. Após captadas, elas passam por um processo de avaliação com critérios como maturidade do produto ou serviço desenvolvido, receita e mercado.


Tudo isso para que a rede saiba se elas estão no nível de apresentarem seus pitches aos investidores na Plenária, um evento que reúne startups e investidores. A intenção do UniAngels é que ocorram pelo menos três plenárias por ano, e a primeira está prevista para dezembro de 2020.

A captação de investidores tem sido feita via formulário no site e é aberta a investidores experientes e iniciantes. Entretanto, para investidores iniciantes e pessoas que tenham interesse em serem investidores anjo, Pereira comentou que está no escopo do trabalho o desenvolvimento de materiais educativos e a organização de webinares de capacitação sobre o tema, além de promover conexões de profissionais que já exercem o cargo de investidores anjo com interessados em iniciar.


A fim de capacitar as startups e fomentar conexões, a prospecção de mentores tem o objetivo de captar pessoas que querem ser voluntárias para compartilhar conhecimento. De acordo com De Paula, que é o membro responsável pela área, para dificuldades específicas, é preciso encontrar profissionais na base com as devidas expertises. A meta do UniAngels é promover até o fim do ano 20 mentorias entre a base de mentores captados e as startups.


*Publicado em Notícias Inova, da Unicamp


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