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Futuro das edtechs: as lições da quarentena do Reino Unido

A volta ao mundo das edtechs do Educador21 esta semana faz uma parada no Reino Unido. Traduzimos para você uma matéria publicada no site da Bett Show, a maior feira de inovação e tecnologia em Educação do mundo, realizada em Londres, anualmente


James Jepson*


Com muitas escolas ainda parcialmente fechadas no Reino Unido, alunos,

professores e pais precisarão mais do que nunca das tecnologias AV (audio e

video) para se manterem conectados e preparar os alunos para uma

transição tranquila na volta às escolas. Mas qual é a receita para o sucesso e

as lições aprendidas pelos líderes educacionais em confinamento que serão

realmente levadas para o futuro da educação?


Conectando além da sala de aula


A pandemia forçou escolas, faculdades e universidades de todo o Reino

Unido a dar o salto digital e implementar o aprendizado remoto; usando

streaming de video ao vivo, sessões de revisão online e plataformas de

software para compartilhar recursos com os alunos.


Porém, com muitas high-profile universities confirmando que ministrarão no próximo período acadêmico todos os cursos online e as escolas se

preparando para o aprendizado remoto, os educadores precisam encontrar

soluções sustentáveis ​​e escaláveis, adequadas ao seu objetivo.  

Com plataformas de software baseadas na nuvem, como o myViewBoar, os

professores podem fazer mais do que apenas apresentar o conteúdo. Essa

tecnologia os capacita a aplicar os princípios do ensino à distância na íntegra

-- usando videoconferência para transmitir aulas ao vivo e interagir com os

alunos, incorporar vídeos, fazer anotações nos materiais das aulas, criar

questionários e fornecer feedback em tempo real para envolver os alunos e

estruturar seus dias.


Qualquer material da aula também pode ser carregado na nuvem e acessado

remotamente após a aula pelos alunos e seus pais. Isso permite que os

alunos tenham flexibilidade para se envolver com o currículo e visitar

novamente as disciplinas na hora que mais lhes convier.


Melhor dos dois mundos


Nestes tempos sem precedentes, a educação exige inovação. É essencial

que os educadores encontrem um equilíbrio entre estratégias de ensino

tradicionais e digitais. A tecnologia AV não precisa necessariamente substituir

o ensino físico, mas pode ser usada para complementar e aprimorar os

métodos tradicionais através do que é conhecido como ensino híbrido. 


O ensino híbrido é uma estratégia educacional que combina o ensino digital

online com os métodos tradicionais da sala de aula. As edtechs já se

mostraram eficazes na criação de ambientes de ensino misto para

estudantes do ensino superior e do SEND (sigla inglesa para ensino para

crianças com necessidades especiais e deficiências). O desafio agora é ampliar essa tecnologia para escolas primárias, secundárias e ensino médio para apoiar o desenvolvimento acadêmico de milhões de crianças que atualmente não estão envolvidas com o aprendizado.


O ensino híbrido não vem sem seus desafios. A transição não será

instantânea e a adaptação das pedagogias de ensino leva tempo. Também

existem diferenças consideráveis ​​nos níveis de envolvimento dos alunos na

aprendizagem remota, particularmente entre os alunos mais

desfavorecidos. No entanto, o Departamento de Educação Britânico

comprometeu-se a gastar 100  milhões de  libras para fornecer laptops

e conexões à Internet para estudantes desfavorecidos, a fim de garantir que

não existam barreiras digitais entre os alunos e sua educação. 


Dando o pulo digital


O surto de coronavírus forçou os provedores de educação a reagir. À medida

que a ameaça inicial do vírus começa a diminuir, e agora olhamos para o

futuro da educação no longo prazo no Reino Unido, fica claro que a

tecnologia AV deve desempenhar um papel maior no mundo pós-Covid.

A tecnologia pode ajudar o sistema educacional a superar as limitações

físicas impostas pela pandemia, dando aos alunos interação com os

professores e o aprendizado diversificado. Agora é a hora do setor de AV e

dos educadores trabalharem juntos para obter os melhores resultados de

aprendizado possíveis para as gerações futuras. 

 

*Publicado no site da BettShow


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