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Bossa Nova procura edtech para aporte de R$ 5 milhões

Um comitê de coinvestidores de profissionais renomados foi formado para encontrar negócios escaláveis e que resolvam problemas do setor educacional


Dizem que nada cai do céu. A não ser que se esteja falando em investidores-anjos, em plena pandemia. A Bossa Nova Investimentos está selecionando startups com soluções inovadoras e escaláveis no segmento de educação para fazer aporte.


A micro venture capital investe em startups em estágio pré-seed com atuação em todo território nacional. Foi criada em 2015 pela união do portfólio dos investidores-anjos João Kepler e Pierre Schurmann. Em seu portfólio constam mais de 500 startups, muitas delas edtechs como Agenda Edu, Trakto, ImaginaKIDS e Mettzer.

"Sabemos que a educação é carente de iniciativas que ajudam a melhorar a aprendizagem e o ensino como um todo, mas também sabemos que existem muitas ideias boas que precisam somente de um incentivo para poder escalar e ter sucesso", afirmou João Keppler, diretor da Bossa Nova Investimentos.


Na contramão da crise, o ecossistema de edtechs é um dos segmentos que segue em constante evolução. Um levantamento recente feito pelo Centro de Inovação para a Educação Brasileira (Cieb) em conjunto com a Associação Brasileira de Startups (ABStartups) mostra que o setor cresceu 23% nos últimos dois anos.


A tendência é que esse dado aumente após a pandemia. E os investidores, é claro, já estão de olhos (e cofres) bem abertos.

Um comitê de coinvestidores composto por diversos profissionais renomados no mercado, tem R$ 5 milhões disponíveis para encontrar negócios que resolvam problemas no segmento. De acordo com Kepler, esse modelo de trabalho tem se mostrado vantajoso e uma ótima chance para encontrar startups com soluções que fazem a diferença tanto no segmento que atuam como no mercado como um todo.

"Durante essa pandemia, pudemos perceber um aumento enorme de novas soluções, especialmente com foco no ensino a distância e apostar neste segmento, com nomes importantes do mercado educacional e que também entendem de investimento em startups, é uma fórmula de sucesso que queremos replicar para outros nichos."


Liderado por Janguiê Diniz, fundador e presidente do Conselho de Administração na Grupo Ser Educacional, e Gustavo Frayha, sócio da ATMO Educação, o projeto ainda contará com a colaboração de outros investidores do setor:

  • Carol Paifer, presidente e diretora da RI ATOM Participações S.A.

  • Celso Niskier, reitor no Centro Universitário UniCarioca

  • Felipe Diesel, empreendedor e educador

  • Rodrigo Marques, CEO do Grupo Educacional Ensina

  • Bruno Drummond, mentor de startups, investidor-anjo, conselheiro e fundador da Drummond Advisors

  • Guilherme Döring Cunha Pereira, presidente-executivo do GRPCOM (Grupo Paranaense de Comunicação)

É importante observar os pré-requisitos para candidatura. Além de ser um negócio de tecnologia inovador e escalável em estágio pré-seed com desenvolvimento de produtos e soluções para a Educação (edtech), é preciso atender aos seguintes itens:

  • ter modelo de negócio B2B ou B2B2C

  • ter produtos/serviços validados e operando

  • estar operando há pelo menos 1 ano e próximas ao break-even

  • não ser B2G, hardware, marketplace ou games

As startups interessadas em se inscrever na seleção, que estejam dentro desses requisitos devem acessar o site da Bossa Nova Investimentos e preencher o formulário disponível.


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