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Edtech Educacross representará o Brasil na final do WSA

Educacross ganha etapa nacional e disputará a final do WSA (World Summit Award) em Dubai, com participação de 180 países

Duas startups incubadas no Parque Tecnológico de Ribeirão Preto (SP) estão na final do prêmio global WSA (World Summit Awards). Uma delas é a edtech Educacross ganhadora da etapa nacional da competição na categoria "Educação e Aprendizado".


A Phelcom, também incubada no Supera Parque, foi a vencedora na categoria Saúde e Bem Estar com o Eyer -- câmera oftalmológica portátil que permite a realização de exames da retina e frente do olho a partir de um aparelho celular. O aparelho permite a detecção de doenças como retinopatia diabética, glaucoma, degeneração macular, catarata e pterígio.


O prêmio -- uma iniciativa relacionada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas (ONU) -- objetiva promover as melhores inovações digitais do planeta, valorizando a sua contribuição à inclusão e acessibilidade digitais.


A etapa nacional, que terminou no final de agosto, contou com outras sete categorias:

  • Saúde e Bem Estar

  • Assentamentos inteligentes e urbanização

  • Cultura e Turismo

  • Governo e engajamento do cidadão

  • Inclusão e empoderamento

  • Meio ambiente e energia verde

  • Negócios e comércio

Para Érica Stamato, CEO da edtech Educacross, o prêmio WSA Brasil é o reconhecimento de um trabalho intenso em prol da educação brasileira. “Agradecemos a todos que colaboram para essa causa tão primordial e compartilham conosco o desejo de transformar vidas por meio da Educação digital de forma envolvente, significativa e democrática”, dsse.


A etapa mundial acontecerá em Dubai, com a participação de startups de 180 países. O WSA teve início em 2003, em Genebra, no âmbito da cúpula das Nações Unidas sobre a Sociedade da Informação (WSIS - World Summit on the Information Society). O prêmio é realizado a cada dois anos, sob coordenação do Centro Internacional de Novas Mídias (ICNM - International Center for New Media), de Salzburg, Áustria.

Ganhadora na categoria Aprendizado e Educação, a Educacross é uma edtech que atua com escolas em 20 estados brasileiros. Incubada no Supera Parque, a empresa utiliza metodologia própria, unindo gamificação e inteligência artificial. A plataforma é formada por mais de 2 mil jogos, com mais de 2 milhões de desafios. Sua missão é ajudar a potencializar o ensino e a aprendizagem de Matemática para crianças do Ensino Fundamental. Desde que foi criada, em 2016, foram mais de 50 milhões de missões resolvidas.


Érica Stamato disse que o ensino e o aprendizado da matemática é um desafio, principalmente, no Ocidente. “O desenvolvimento do pensamento matemático favorece de forma ímpar a aquisição de outras áreas do conhecimento, sendo essencial para o pleno desenvolvimento humano e estratégico, e para o crescimento socioeconômico de um país.”

Para facilitar essa tarefa, a Educacross desenvolveu uma plataforma que utiliza o sistema de aprendizado baseado em jogos (game-basead-learning), para que os alunos interajam com os jogos de forma lúdica e envolvente, permitindo uma aprendizagem ativa e significativa. “A partir dessa interação, um conjunto de algoritmos, técnicas, estatísticas e ferramentas analíticas entregam aos alunos experiências personalizadas, e os professores recebem informações sobre a interação e o desempenho dos alunos”, explicou a CEO.


A plataforma é dotada de personalização, recomendação, gamificação e análise dos dados, que garantem a avaliação contínua e em tempo real, em virtude da convergência de técnicas computacionais como a Inteligência Artificial e o Big Data. A partir disso, os professores conseguem analisar o desempenho individual e coletivo dos alunos, e propor ações pedagógicas que otimizem a aprendizagem.


“Queremos impactar 1 milhão de pessoas até 2022 e depois 1 bilhão de pessoas até 2026. A Educacross vai mudar a forma como a aprendizagem acontece no mundo e vai transformar a Educação de vez”, disse Reginaldo Gotardo sócio e cofundador da edtech.


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